sábado, 10 de julho de 2010

"NADA DE SE CULPAR, PROCURE UM MÉDICO!"

"Só passei a amar meu filho de verdade quando ele completou 7 meses. Antes, minha realação com ele era distante, automática. Quando senti as dores do pós-parto, pensei: 'Será que vale tudo isso por causa de um filho?'. Meu tormento começou. Dias de choro, crises de pânico, medo de ficar sozinha, de perder meu marido. Como na minha família tem casos graves de depressão, na primeira semana de vida de João Victor eu já comecei a tomar o remédio receitado pela obstetra e marquei consultas com um psiquiatra e uma psicóloga. Lá se vão 8 meses de tratamento e eu me considero curada da depressão pós-parto, mas não de traumas que me fizeram tê-la. Por isso, continuo com a medicação e a análise, que foram fundamentais para me botar nos eixos.
Filho muda mesmo a vida da gente e essa coisa de instinto materno é balela (logo que ele vc não sabe de nada). É bacana ler muito sobre os primeiros meses...E tenha consciência: até a sua vida voltar a uma rotina decente e gostosa , lá se vão alguns meses e muitas noites maldormidas.
Não queira ser a Mulher Maravilha: aceite ajuda da mãe, da babá, da empregada, da vizinha, da amiga...
Falta de sono deixa qualquer um louco!
Ah, e pode acontecer de vc não se apaixonar automaticamente pelo seu filho logo que ele nascer , viu!? Rola ternura, mas amor daquele que dói no coração pode aparecer com o tempo. E será um momento mais do que especial, pode ter certeza!
O mais importante: se vc se identificou com a matéria, pare de se culpar e procure um médico.
DEPRESSÃO PÓS-PARTO NÃO PASSA COM PENSAMENTO POSITIVO, É UM PROBLEMA FISIOLÓGICO. NÃO TENHA MEDO NEM PRECONCEITOS DE TOMAR REMÉDIOS E RESOLVA SUAS NEURAS NA TERAPIA. SEU FILHO E SUA FAMÍLIA AGRADECEM!"

Depoimento esse de Fabiana Faria que é reporter do site da revista GLOSS.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SOLIDÃO

Algumas pessoas reclamam de solidão. Não tem amigos, não tem companhia, nunca tem um programa no final de semana. Muitas vezes se sentem rejeitadas. Mas será que essa solidão é apenas uma opção para essas pessoas!??
Será que o medo de tudo e de todos é tão grande que acabam por se afastar das pessoas - ter medo se ser abandonadas, de ser trocadas por outras, de ser confrontadas, de amar sem ser amadas, de ouvirem um "não". Então, em vez de compartilhar a fragilidade e pedir ajuda as pessoas próximas, fecham-se.
Também digo que a depressão faz com que nos sentimos na solidão, as vezes por mais que tenhamos amigos, compromissos, trabalho, um companheiro; sentimos como senão tivéssemos nada, pois essa solidão está dentro de nós, colada em nosso coração, ai e essa solidão digo é a pior que podemos sentir, uma angústia sem fim.

"Monica é um tipo clássico de pessoas que escondem sua insegurança atrás da solidão. Não tem amigos. Vive só em seu apartamento, como se esse fosse o único lugar do mundo em que poderia sentir-se segura. Para aumentar a sensação de segurança não atende ao telefone e não telefona para as pessoas, prefere mandar emails ou torpedos pelo celular e quando liga usa bloqueador de identificação. Não vai a festas porque acha todos artificiais. Prefere trabalhar de casa em seus projetos, que na verdade nem sabe se existem. Mas, mesmo que Monica não admita, essa solidão não é desejada por ela mas sim imposta a ela por si mesma, por medo de se expor e sofrer. Por traz de toda sua solidão, existe um medo tão grande que ninguém consegue explicar. Sua desconfiança das pessoas causa tanto medo que o isolamento parece ser a melhor opção."

Quantas pessoas conhecemos que constroem uma muralha ao redor de si mesmas, para assim não correr o risco de se expor? Nunca saem para passear, ficam o tempo todo na internet.
A solidão acaba sendo o medo de amar.
Nada como se abrir mais para o amor!


Partes importantes dessa postagem foram retiradas do livro: A Coragem de Confiar - Roberto Shinyashiki.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DEPRESSÃO NA BLOGOSFERA - Dra. Cláudia Morais

"Aquilo que cada um de nós escreve, nomeadamente aquilo que registamos em forma de desabafos diários, dirá com certeza muito acerca do nosso estado emocional. Qualquer psicólogo treinado é capaz de analisar os registos escritos dos seus pacientes e, a partir daí, estruturar uma entrevista terapêutica que lhe permita realizar uma avaliação rigorosa da sua situação clínica. Mais: a terapia narrativa, de que já aqui falei, é particularmente eficaz na estruturação das nossas emoções.
 Quando alguém escreve diariamente (ou pontualmente) no seu blogue, utiliza um filtro – cada um expõe aquilo que entende, revelando apenas uma pequena parte de si ou expondo a maior fatia da sua vida. Nalguns casos, esta escolha é consciente e rigorosa, noutros nem tanto. Mas, independentemente daquilo que cada pessoa escolhe partilhar, a verdade é que, de um modo geral, acaba por revelar mais de si do que inicialmente supusera. E não será preciso ser-se psicólogo para “ler nas entrelinhas” e reconhecer emoções por detrás de algumas frases.
Mas quão confortáveis nos sentiríamos se alguém se assumisse capaz de avaliar o nosso estado emocional a partir de um programa informático que analisa o conteúdo dos blogues? Será fiável uma ferramenta como esta? O software existe, foi desenvolvido numa universidade em Israel e “promete” ser capaz de indicar o estado emocional de determinado blogger a partir da identificação da linguagem usada nos respectivos posts.
A ferramenta já foi testada em mais de 300 mil blogues de língua inglesa, contando com a validação de um painel de 4 psicólogos clínicos, que analisaram a amostra. Foi elaborada uma lista dos 100 bloggers mais deprimidos e outra com os 100 bloggers menos deprimidos e haveria uma correlação de 78% entre estes resultados e a análise realizada pelos psicólogos.
O programa foi construído com o objectivo de identificar conteúdo depressivo oculto na linguagem usada nos blogues. Não se trata de reconhecer expressões como “depressão” ou “suicídio”. Trata-se, isso sim, de identificar palavras que expressam um conjunto vasto de emoções e que os bloggers usam para metaforicamente descrever determinados episódios.
A apresentação dos resultados desta pesquisa será formalmente apresentada este Verão e não creio que possamos, para já, olhar para esta ferramenta como um recurso absolutamente fidedigno. Mas, e reconhecendo que existem milhares de pessoas em Portugal (e milhões em todo o mundo) com transtornos depressivos subdiagnosticados e subtratados, não deveremos menosprezá-la. O software permitir-nos-ia identificar mais rigorosamente as pessoas que podem estar a precisar de uma intervenção especializada, mas será sempre impossível substituir a avaliação de um médico ou de um psicólogo pela análise de um programa informático."

DO BLOG:
http://www.apsicologa.blogspot.com/
Dra.Cláudia Morais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

ENTENDENDO A DEPRESSÃO PÓS-PARTO - Mentes Femininas

O período pós-parto é claramente definido como um momento de maior vulnerabilidade de nós mulheres à doença mental, no pós-parto as mulheres exprimentam um aumento dramático do risco de doença psiquiátrica severa nos 3 meses após o parto.
Esse período pós-parto é chamado de puerpério e caracteriza-se por apresentar uma fase de transformasção na vida social, psicológico e físico de nós mulheres-mães. Digo, transformação, pois nosso interior e nossas vidas, sem dúvida alguma se tranformam com a vinda de nosso bebê.
Médicos afirmam que nessa fase, assim como no período pré-mestrual e da perimenopousa, a mulher encontra-se mais vunerável ao aparecimento de transtornos mentais.
Com o parto o nosso organismo fica mais sensível para diversas mudanças subjetivas e interpessoais. Os primeiros dias após o parto são retratados por uma série de sentimentos e expectativas diversos vivenciados por nós mulheres-mães e assim, a turbulência deles promovem uma instabilidade no emocional, que fica se alterando entre altos e baixos, entre euforia e depressão. Assim, ficamos apresentando uma série de reações diversificadas, tento atitudes que "normalmente" não teríamos.
Inúmeros fatores podem ser considerados determinantes para pós-parto saudável. Dentre eles pode-se destacar uma relação familiar harmoniosa e solidária. O papel do homem nessa fase é muito importante, sendo que tb está vivenciando sensações psicológicas semelhantes às da mulher. Hoje já sabemos que os homens-pais podem ter quadros de depressão pós-parto, pois tb temos que lembrar que a transformação na vida do casal é bem significativa.
Durante o período pós-parto, até 85% das nós mulheres apresentemos algum tipo de distúrbio de humor, mesmo que de leve intensidade e temporário. Nesse comecinho, logo após o parto a maioria das mulheres passam pelo baby blues, que são sintomas depressivos leves e transitórios.

FATORES DE RISCO
- A depressão não tratada na gestação.
- Antecedentes familiares ou pessoais de depressão.
- TPM severa.
- Histórico de infertilidade.
- Abortamento.
- Falta de suporte social e familiar.
- Conflitos conjugais.
- Gravidez não planejada.
- Estresse elevado, por razões diversas.
- Uso de álcool e drogas na gestação.

"ATUALMENTE, HÁ ESTUDOS BIOLÓGICOS QUE, EMBORA NÃO IDENTIFIQUEM NÍVEIS HORMONAIS FEMININOS ESPECÍFICOS CAUSADORES DE DPP, ESTABELECEM UM FATOR DE VULNERABILIDADE DEPRESSIVA, DE ORIGEM PROVAVELMENTE GENÉTICA.
NESSAS PACIENTES, COM OU SEM ESTRESSORES PSICOSSOCIAIS, A BIOLOGIA PODE FALAR MAIS ALTO, OU SEJA, MESMO MULHERES CONSIDERADAS PSICOLOGICAMENTE SAUDÁVEIS E COM BOA ESTRUTURA SOCIAL, COM NÍVEL ECONÔMICO E CULTURAL ADEQUADO, SEM CONFLITOS FAMILIARES E CONJUGAIS E QUE PLANEJARAM A GRAVIDEZ, PODEM TER DPP.
JÁ ATENDI VÁRIAS MULHERES COM ESTE PERFIL QUE SENTAIM MUITA CULPA, FICAVAM ASSUSTADAS COM A POSSIBILIDADE DE ESTAREM REJEITANDO O BEBÊ TÃO AMADO E ESPERADO. SENTIAM-SE INCOMPREENDIDAS E DESACREDITADAS EM SUAS QUEIXAS, SOFRENDO ATÉ AGRESSÕES VERBAIS E CRÍTICAS SEVERAS." Dr. Joel Rennó Jr.

Nesse depoimento do Dr. Joel, encontro com o meu caso, mas sem esquecer que tenho sim histórico de depressão na família, que na verdade só vim a entender após a minha própria depressão.
E digo que essa culpa que sentimos, só faz com que os sintomas da depressão piorem; sei que na dor é praticamente imposssível ver o "lado bom" de tanta dor, mas saibam que nada, nada acontece por acaso! Hoje tenho certeza disso, pois, eu devido a minha depressão (como muitos sabem) fiquei afastada por 1 ano e 4 meses de meu trabalho, devido a minha DPP. E com tudo isso, fiquei cuidando de mim mesma e com a minha melhora pude realmente curtir a Giovanna 24 horas por dia. Caso não fosse a dpp teria voltado a trabalhar a mil por hora e deixaria de viver momentos únicos da vida dela, que com certeza não voltam!

Nessa postagem, tirei informações bem legais do livro - Mentes Femininas do Dr. Joel Rennó Jr - livro esse que explica muitas coisas sobre a loucura hormonal com que a nossa mente vive...indico a leitura!!

Fiquem com Deus!
bjos
Jú.

Mulheres-Mães, nunca sintam-se envorganhadas em expor seus sentimentos, ainda mais esses de tristeza e angústia, sei que não é fácil mas saibam que compartilhar desabafar nos faz sentir bem melhor!! A conversa com profissionais e pessoas queridas ajuda muito e nunca é tarde para procurar ajuda e recomeçar!

terça-feira, 8 de junho de 2010

PREOCUPAÇÃO COM O PESO.

Muitas novas mamães se preocupam com seu peso; normalmente engordamos um pouco com a gravidez e infelizmente os quilos a mais continuam depois do nascimento do bebê. Isso pode deixar as mamães desencorajada e fazer com que se sintam pior ainda se estiver tristes, angustiadas, desoladas ou seja infelizmente se sentindo um tanto deprimidas!
Entretando, não é um bom momento para pensar em perder peso, pois as prioridades são o bem-estar e a do bebê. Pensar em dieta e em perda de peso, apenas deixará as novas mamães chateadas e não atenderá nem suas próprias necessidades nem a do bebê!
E digo por experiência própria, logo que o nosso bebê nasce nos encontramos em uma situação um tanto estressante e cansativa em que precisamos de muita energia e alimento é energia. Eu não me alimentava nada bem, proticamente so tomava sucos, cheguei a pesar 55 quilos, sendo que tenho 1,71 de altura e estava amamentando, ou seja a minha energia estava a zero por hora. E se a mamãe estiver deprimida, fazer dieta pode piorar todo o quadro.

Tem alguns alimentos, como já postei aqui são ótimos "antidepressivos":

-Vitamina B6 - cereais matinais, produtos integrais, nozes, peixe, carne branca e vermelha, batata, abacate.
- Ácido fólico - fígado, hortaliças.
- Zinco - Carne, massas, pão, grãos.
- Ferro - ovos, espinafre
- Selênio - lentilha, frutos do mar
- Cálcio - laticínios, pão branco, peixe.
- Magnésio - hortaliças, nozes, produtos integrais.
-  Ácido graxos essenciais - peixes oleosos, nozes.

O melhor a fazer nesse período é seguir uma dieta saudável.
Sei que não é fácil, pois quando estamos mal, não temos vontade de fazer nada, mas para a melhora começar a vir, temos que começar a fazer o bem para nós mesmas!!! E nada como começar o dia com um belo prato de cereais, sinceramente com o passar do tempo percebi que falhei muito em minha alimentação e uma série de coisas foi me fazendo piorar!

fiquem com Deus
Jú.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Programa Happy Hour - GNT - DEPRESSÃO

Olá!!!
Hoje na GNT, no Programa Happy Hour vai estar a irmã de minha cunhada, como convidada,
falando sobre Depressão!
Ela que tb tem um curta sobre o assunto e é blogueira!
É isso ai Aninha!!
Ahh...o programa vai ao ar hoje as 19hrs!!

Bjos

terça-feira, 25 de maio de 2010

Segundo a OMS, 17 milhões de brasileiros sofrem de depressão

Queridas amigas, seguidoras, mamães, mulheres, familiares...
Sem dúvida vale muito a pena ler esse post, nele podemos encontrar informações importantes sobre qualquer tipo de depressão.
E assim nos ajudar e ajudar ao próximo cada vez mais.

Tenho uma notícia muito boa para compartilhar com vcs; hoje estive em minha psiquiatra a maravilhosa Dra. Monica, que vem me tratando desde que tudo "isso" começou; e felizmente na consulta de hoje ela retirou de meu dia-a-dia um dos 2 antidepressivos que tomo. Uma vitória, uma benção!!!
Só tenho que agradecer, em primeiro lugar a Deus que nunca me abandonou.
Bjos...
fiquem com Deus...
desejo à todos muito amor...
pois sem dúvida, o amor, me salvou!!!


"Você sabia que a depressão, doença que causa sintomas físicos e emocionais, e é caracterizada principalmente pela falta de interesse em atividades cotidianas, é a causa de inúmeros afastamentos no trabalho?
Uma pesquisa encomendada pela Federação Mundial para Saúde Mental avaliou 377 adultos diagnosticados com depressão e 756 médicos (clínicos gerais e psiquiatras) do Brasil, Canadá, México, Alemanha e França. O estudo revelou que 64% das pessoas deprimidas relataram ausência no trabalho (uma média de 19 dias perdidos por ano) e 80% disseram ter a produtividade reduzida em cerca de 26%.
Segundo o psiquiatra professor da Unifesp, Dr. Acioly Lacerda, em longo prazo, sem dúvidas, quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, elevando o absenteísmo nas empresas, ou até mesmo em demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário. "Por isso é muito importante reconhecer os sintomas, buscar ajuda médica e seguir corretamente o tratamento indicado pelo especialista. A falta de tratamento compromete a vida social e profissional do paciente", completa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão - 17 milhões delas somente no Brasil e, segundo dados da OMS, 75% dessas pessoas nunca receberam um tratamento adequado.

Ambiente do trabalho pode contribuir
Competitividade, situações de estresse, jornadas de trabalho muito longas e a busca inconstante por melhores resultados e desempenho. Todas essas situações configuram um cenário oportuno para o desencadeamento de um quadro depressivo, pois o indivíduo fica exposto a situações estressantes, se cobra mais por metas não atingidas, além da perda na qualidade de vida.
As atribuições do cargo também devem ser consideradas um fator de risco para doença, principalmente para as pessoas com predisposição genética. "Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, porque se sente desconfortável e ansioso, mas precisa fazer apresentações a grupos ou dar palestras pode ser forte candidato a torna-se depressivo. Isso porque o indivíduo fica exposto a situações repetitivas de estresse psicológico", afirma.

Principais sintomas da depressão
- emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida;
- físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.
"Para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas acima, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas", comenta.

Tratamento
O objetivo central do tratamento da depressão é a remissão (melhora completa da sintomatologia depressiva). Como grande parte das doenças, há sempre um risco de, mesmo tratado corretamente, o paciente apresentar recaída no futuro (cerca de 80% das pessoas que apresentaram um episódio depressivo devem apresentar um ou mais episódios adicionais). A depressão, portanto é, na maioria das vezes, uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. Quando tratada adequadamente, o paciente leva uma vida absolutamente normal
"A pratica clínica mostra que a depressão, muitas vezes (cerca 2/3 pacientes), se manifesta emocionalmente e fisicamente no paciente, causando diversas dores e incômodos", explica o psiquiatra. Hoje, já existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo essas duas classes de sintomas, com perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.

Causa da doença ainda é desconhecida
A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é consequência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Esses neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.
Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas.
É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco."

Fonte: SisSaude
Este artigo pertence ao blog "A Moça do Sonho".
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
http://www.mocadosonho.com/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MOMENTO DE FÉ - PARA UMA VIDA MELHOR

"A PAZ DO MUNDO CONSISTE EXATAMENTE NO RESPEITO AO PRÓXIMO E NA CONDIÇÃO DE ACEITAR E SABER TRANSFORMAR CADA OBSTÁCULO QUE A VIDA NOS IMPÕE. NA MAIORIA DAS VEZES, O TORMENTO É FRUTO DE NOSSA IMPACIÊNCIA E DE NOSSAS FRAQUEZAS. LIBERTE-SE DOS SEUS VÍCIOS, DISPENSE A FUTILIDADE, ELIMINE O ÓDIO, SUPERE A DOR E PLANTE A CARIDADE. A PAZ É RESULTADO DE SUAS ESCOLHAS, A HARMONIA É CONSEQUÊNCIA DE SEUS ATOS E O MILAGRE É A CONFIANÇA DE SUA FÉ."  Padre Marcelo Rossi.

"NÃO IMPORTA ONDE VOCÊ PAROU...EM QUE MOMENTO DA VIDA VOCÊ CANSOU...O QUE IMPORTA É QUE SEMPRE É POSSÍVEL E NECESSÁRIO RECOMEÇAR.
RECOMEÇAR E DAR UMA CHANCE PARA SI MESMO, É RENOVAR AS ESPERANÇAS NA VIDA E O MAIS IMPORTANTE É ACREDITAR EM VC DE NOVO.
SOFREU MUITO NESSE PERÍODO? FOI APRENDIZADO...
CHOROU MUITO? FOI LIMPEZA DA ALMA...
FICOU COM RAIVA DAS PESSOAS? FOI PARA PERDOÁ-LAS UM DIA...

SONHE ALTO...QUEIRA O MELHOR DO MELHOR...
SE PENSAMOS PEQUENO...COISAS PEQUENAS TEREMOS...
MAS SE DESEJARMOS FORTEMENTE O MELHOR E PRINCIPALMENTE LUTARMOS PELO MELHOR...O MELHOR VAI SE INSTALAR EM NOSSA VIDA.
PORQUE SOU DO TAMANHO DAQUILO QUE VEJO,
E NÃO DO TAMANHO DA MINHA ALTURA."  Carlos Drummond.

Gosto muito de ler essas duas mensagens, textos; sinto que essas doces palavras aquecem meu coração!
Espero que gostem!!!
Fiquem com Deus!
Bjos,
Jú

domingo, 16 de maio de 2010

NUTRACÊUTICOS PODEM PREVENIR A DEPRESSÃO PÓS-PARTO?

Sim. Estudos comprovaram que depressão e ansiedade durante a gestação estão associadas com depressão pós-parto, e que alguns nutrientes poderiam minimizar estes sintomas. Esses nutrientes seriam os nutracêuticos.
O termo nutracêutico designa todo alimento ou nutriente isolado que possa prevenir ou tratar doenças, como fibras alimentares, ácidos graxos poliinsaturados, minerais, vitaminas antioxidantes, entre outros.
Pesquisadores observaram que as mulheres que receberam suplementação de cálcio a partir do 5º mês de gestação, com o objetivo primário de prevenir a pré-eclâmpsia, apresentaram sintomas de depressão pós-parto significativamente menores do que mulheres sem esta suplementação. Este mecanismo ainda é desconhecido, mas existe a hipótese de que a suplementação de cálcio possa auxiliar direta ou indiretamente a estabilização da regulação do cálcio intracelular em indivíduos com baixa ingestão deste mineral por meio da dieta, auxiliando no alívio dos sintomas da depressão. Entretanto, este mecanismo deve ser melhor estudado no contexto da depressão pós-parto.
O óleo de peixe, rico em ácidos graxos ômega-3, tem sido usado como medicação psicotrópica no tratamento de depressão. Pesquisas revelam que mulheres com baixos níveis plasmáticos de DHA (ácido docosahexaenóico) ao final da gestação e no pós-parto são mais suscetíveis a apresentar sintomas de depressão neste período. A suplementação com DHA ou EPA (ácido eicosapentaenóico, ambos da família do ômega-3), ou a combinação dos dois ácidos, pode reduzir os sintomas da depressão pós-parto.
Estudo prospectivo, aleatório, controlado e duplo-cego demonstrou que a depressão pós-parto e o estresse em mulheres podem estar relacionados com a existência de anemia ferropriva durante a gestação, e que estes sintomas respondem positivamente à suplementação com ferro.
Aproximadamente 10% a 20% das mulheres sofrem depressão pós-parto, um importante problema de saúde pública. A manifestação dos sintomas, que incluem desânimo, sentimento de culpa, alterações do sono, pensamentos suicidas, temor de machucar o filho e diminuição do apetite e da libido, acontece normalmente a partir da 4ª semana após o parto, podendo persistir até o 6º mês.        
                                                                                                          Iara Waitzberg Lewinski

Queridas mamães, mulheres, amigas, familiares...
Recebi esse texto de minha amiga nutricionista, Dani Cyrulin.
Amiga, obrigada por deixar nosso blog cada vez mais "saudável"...rs!!!!

Fiquem com Deus.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

POR QUE CHORO MAIS QUE O BEBÊ?

Quando entrei descalça em nosso apartamento, carregando minha recém-nascida, senti-me desorientada. Ao sair desse espaço cinco dias antes, eu era uma pessoa completamente diferente. Agora, atravessando as mesmas portas, havia me tornado mãe, e o mundo, em relação a como me relacionava com ele, havia mudado na sua totalidade. Enquanto segurava minha filha de cinco dias nos braços, olhava o apartamento e pensava: "Onde estou?"

Seus berros ecoavam pelo apartamento inteiro. Apesar de espaçoso, o lugar cameçou a parecer muito pequeno. Fiquei na cama, olhando a parede vazia à minha frente.
No começo, achei que o que sentia era apenas exaustão, mas, com ela veio um sentimento de pânico esmagador que eu jamais sentira.

Comecei a me sentir enjoada; era como se algo apertasse meu peito. Em vez da ansiedade nervosa que com frequência acompanha o pânico, fui tomada por um sentimento de desolação. Mal conseguia me mexer. Sentada na cama, deixei escapar um lamento profundo, lento. Não me sentia só emotiva ou chorosa, como me disseram que talvez me sentisse. Era algo bastante diferente. No passado, quando ficava deprimida ou me sentia triste ou para baixo, sabia que podia rebater o sentimento com exercícios, uma boa noite de sono ou um jantar legal com um amigo.
Essa tristeza era de tal magnitude que chegava a ser chocante. Parecia que nunca iria embora.

Além do fato de estar fisicamente incapacitada para desempenhar muitas das obrigações básicas de mãe, também não sentia que queria ficar muito perto de meu bebê. Simplesmente não sentia vontade de segurá-la. Toda vez que cheguei perto de um bebê, qualquer bebê, sempre quis pegar a criança. Chocava-me não quere segurar minha própria filha.

O que eu havia feito? Por que não queria ficar perto do meu bebê?
O que deveria fazer? Será que nunca pararia de me sentir assim? A tristeza tomou conta de mim.

                                                           Depois do Parto, a Dor - Brooke Shields

Queridas mamães!
Mil desculpas pela demora em atualizar o blog!
Essa postagem foi especialmente tirada do livro que tanto gosto e que vira e mexe releio. A autora tem o dom de relatar sentimentos tão profundos de uma forma bem natural, mas que com certeza acaba emocionando!
Em especial nessa parte, acabo me identificando bastante!
Espero que gostem!

Agradeço pelos emails recebido!

Bjos, fiquem com Deus!

"A DOR QUE DÓI NO OUTRO É UMA JANELA DE ONDE EU ME ENXERGO. É COMO SE POR UM INSTANTE FOSSE QUEBRADA A NOSSA CAPACIDADE DE DIFERENCIAÇÃO."
                                                                                                      FÁBIO DE MELO.
 

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