domingo, 12 de setembro de 2010

O Calendário da Vida - Jonatan Sacks


Existe uma história adorável sobre o tempo. Dois judeus idosos que não se viam há cinqüenta anos se encontram, aos poucos reconhecem um ao outro, e se abraçam.
Dirigem-se ao apartamento de um deles para falar sobre os dias do passado.

A conversa leva horas. Anoitece. Um pergunta ao outro: "Olhe para seu relógio. Que horas são?"
"Não tenho relógio de pulso" diz o segundo.
"Então olhe para o relógio de parede." "Não tenho relógio de parede."
"Então, como sabe as horas?"
"Você vê aquela trombeta no canto? É por ela que vejo as horas."
"Está louco" – diz o primeiro. "Como pode saber as horas com uma trombeta?"
"Vou lhe mostrar." Ele apanha o instrumento, abre a janela e toca a trombeta, produzindo um som ensurdecedor. Trinta segundos depois, um vizinho furioso grita. "São duas e meia da madrugada, e você está tocando trombeta?" O homem volta-se para o amigo e diz: "Viu? É assim que se sabe a hora com uma trombeta!"

Grosseiramente falando, é como o mais notável Rabi da Idade Média, Moshe Maimônides, explicava por que tocamos o shofar em Rosh Hashaná, o Ano Novo Judaico, que celebramos por um período de seis dias. Segundo ele, é o toque de despertar soado por D'us, Sua maneira de nos perguntar: "Você sabe que horas são? A vida que Eu lhe dei, como você a tem usado? Para si mesmo, ou para o próximo? Para ferir ou para curar? O que fez com o ano que Me pediu doze meses atrás? Qual será sua anotação no Livro da Vida?"

Passamos pela vida, diz Maimônides, meio adormecidos durante a maior parte do tempo.
Dia após dia num entorpecimento. Fazemos os movimentos de acordar, trabalhar, comer, relaxar, mais conscientes dos minutos que dos anos.

Sentimos a tirania do relógio, mas esquecemos o calendário da vida. À medida que os anos passam, muitas vezes renunciamos aos sonhos de nossa juventude e nos acomodamos numa rotina que oscila entre a fuga do tédio denominada trabalho e a fuga ao trabalho chamada lazer. Às vezes é preciso uma sacudidela – um acidente de carro, uma doença, uma crise – para nos fazer perguntar: Quem sou eu e por que estou aqui? O que estou fazendo com minha vida?
É parte da beleza do Judaísmo que em Rosh Hashaná, sejamos ordenados a fazer exatamente esta pergunta. O Tempo é o maior presente concedido por D'us e um dos poucos que Ele nos dá em termos iguais.

Sejamos ricos ou pobres, poderosos ou indefesos, existem apenas vinte e quatro horas num dia, e um total de anos curto demais.
Para cada um de nós (como para Moshê) haverá um futuro que não veremos, um Rio Jordão que jamais cruzaremos, uma Terra Prometida na qual jamais pisaremos. Portanto, temos de fazer escolhas, e a que têm mais conseqüências é como usamos o nosso tempo.

Uma vez feita, a pergunta quase que responde a si mesma. Ninguém jamais morreu desejando ter passado mais tempo no escritório ou lamentando não ter possuído um celular mais moderno. Muitos dos desejos dos quais corremos atrás são artificialmente arquitetados, e muitas das coisas para as quais não temos tempo – refeições em família, longas caminhadas com nossos filhos, ajudar a estranhos, dizer obrigado a nosso cônjuge e a D'us – são a essência da vida bem vivida.
Uma vez ao ano precisamos do toque daquela trombeta para lembrar do tempo e usá-lo para fazer uma diferença, para ser uma bênção, para amar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

DPP - no site - www.vilamulher.terra.com.br

QUERIDAS AMIGAS, SEGUIDORAS, VISITANTES, FAMILIARES...

É COM ALEGRIA QUE COLOCO AQUI NO BLOG A MATÉRIA SOBRE A DPP; ARTIGO ESSE ESCRITO POR PRISCILLA NERY, UMA JORNALISTA ÓTIMA QUE COLOCOU NESSA MATÉRIA UMA MENSAGEM DE AJUDA A TANTAS MAMÃES E FAMILIARES QUE PRECISAM E MAIS DO QUE ISSO ELA DE UMA FORMA VERDADEIRA E CARINHOSA COLOCOU UM POUCO DE MINHA HISTÓRIA!!!
OBRIGADA PRISCILLA. 


E PARA VER TODA A MATÉRIA, VISITEM O LINK:

http://vilamulher.terra.com.br/depressao-posparto-quando-a-mae-nao-se-interessa-pelo-bebe-8-1-54-187.html


Depressão pós-parto: quando a mãe não se interessa pelo bebê

Por Vila Filhos

Indisposição, sentimento constante de tristeza e raiva, culpa. Essas são algumas sensações que várias mães experimentam durante a gravidez ou mesmo depois do parto. Longe de serem apenas "frescura", tais sintomas podem indicar uma doença séria.

E esse mal tem nome: depressão pós-parto.

Ao contrário do que se acredita, ela é cada vez mais comum, e não escolhe idade, classe social ou estilo de vida. O fato de o filho ter sido planejado ou de a família ser estruturada também não evita que a mulher fique doente.
O assunto polêmico foi retratado com realismo no filme "O Estranho em Mim" (2008), dirigido por Emily Atef e vencedor da Competição de Novos Diretores da 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O drama conta a história de um casal que espera pelo primeiro filho. Logo no início, as cenas mostram Rebecca (Susanne Wolff) e Julian (Johann von Buelow) felizes e dedicados ao futuro bebê. Depois, a sequência em que Rebecca já está deprimida chocam a plateia. Quando Lukas nasce, a mãe se vê triste, tem crises de choro constantes e começa a se isolar. A mulher também não se interessa pelo filho. A coisa piora depois que ela oferece o seio e o pequeno não consegue mamar. Ele rejeita o leite porque, claro, sente a tensão de Rebecca.

Depois de algumas semanas, a mãe fica tão incomodada com a presença da criança que pensa em afogá-la, porém não tem coragem. Sem entender a situação, o pai se irrita com a esposa. Julian na verdade está confuso e revela mais tarde que acredita que a mulher o culpe pela depressão. A família só percebe que a mãe está doente quando ela foge de casa e é encontrada inconsciente num campo e levada a uma clínica médica. O tratamento é baseado principalmente em terapia. A mãe também recebe acompanhamento para aprender a lidar com seu filhinho.

Vida real

Como a vida imita a arte (e vice-versa), há casos reais e parecidos com a trama. A professora de inglês Julien Baida Katko, 31 anos, é um bom exemplo disso. Ela conta que, da mesma forma que a personagem, teve uma gravidez tranquila, se sentia bem disposta e feliz. Julien trabalhou durante os nove meses e engordou pouco.

Tudo parecia perfeito, até que a pequena Giovanna chegou. Depois do parto, a nova mamãe começou a ter sentimentos diferentes. "Logo nos primeiros dias já comecei a me sentir muito triste e chorosa, pensei que tudo iria passar, sendo que pelo que sabia era normal se sentir assim, mas a cada dia me sentia pior. Não tinha vontade de comer, não conseguia dormir, chorava muito, sentia uma angústia horrível em meu coração, me sentia infeliz, sozinha... e culpada, pois o que sempre sonhei era ser mãe e quando ocorreu eu não queria mais! Essa culpa dói, machuca e faz com a depressão piore", recorda.

Com tantas sensações ruins, Julien não conseguia dar a devida atenção à filha, simplesmente cuidava dela por obrigação. No início, a família não entendeu o que estava acontecendo com a professora. Assim que percebeu que algo estava errado, a mãe de Julien a levou a um psiquiatra.

E o ideal é mesmo procurar ajuda profissional após algum tempo com sintomas como ansiedade, angústia e falta de interesse pelo bebê. A chamada "melancolia pós-parto", mais comum e menos grave que a depressão, apresenta sintomas semelhantes e tende a passar sozinha dentro de duas semanas. Depois disso, o mal estar já pode ser classificado como doença e precisa ser tratado como tal.

Para tanto, o primeiro passo é tomar consciência da situação, o que costuma ser a parte mais difícil. "Eu não conseguia acreditar que estava com depressão pós-parto, não conseguia aceitar a doença, não queria aceitar o tratamento forte, pois tinha que desmamar a Giovanna, e eu pensava que a única coisa boa que eu dava a ela era o meu peito. Mas tenho que admitir que o fazia sem vontade, sem amor", lembra a professora.

Ela acabou aceitando sua condição e aceitou ajuda. Superou a doença com tratamento psiquiátrico, antidepressivos e algumas sessões de terapia para aceitar a doença. "Mas o meu maior remédio sempre foi a Giovanna que, mesmo me vendo chorar, sorria para mim e dizia com os olhos: ‘mamãe, não chora, tudo vai ficar bem’".

E não é que ficou mesmo? Hoje, Julien comemora a vitória contra a depressão pós-parto e agradece a paciência, ajuda e atenção oferecidas pelas pessoas próximas, especialmente pelo marido e familiares. "Em muitas horas, eu nem precisava conversar muito ou desabafar. Apenas sentir que tinham pessoas a minha volta prontas a ajudar já dava muita força e conforto. O apoio da família, do marido e de amigos queridos é muito importante".

Pelo jeito, a experiência da professora valeu mesmo. Tanto que ela resolveu ajudar outras famílias que passam pelo que a dela já passou, criando um blog em que conta sua história e compartilha conselhos com outras mulheres e até homens que enfrentam ou já enfrentaram a doença. O blog "Depressão Pós-Parto" (www.depreposparto.blogspot.com) está recheado de depoimentos e informações importantes e até dicas de Julien para quem está depressiva e precisa reverter a situação. Confira algumas abaixo:

- Não perca tempo sofrendo, procure uma ajuda profissional de qualidade
- Faça o tratamento e acompanhamento médico certinho, não desista
- Não desista de você e muito menos de seu bebê
- Converse com mães e famílias que passaram ou ainda passam pela mesma dor
- Tenha a certeza que a depressão pós-parto tem cura
- Lembre que depressão não é frescura, é doença
- Aceite a ajuda de pessoas próximas

Por Priscilla Nery (MBPress)

sábado, 21 de agosto de 2010

FERNANDO PESSOA - Pedras no caminho?

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos..
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CRESCER - NOTÍCIAS - O ESTRANHO EM MIM.

Filme sobre depressão pós-parto leva o sofrimento das mães para o cinema
Com estréia prevista para 06 de agosto, produção alemã explora o tema de forma realista

Mudanças de humor, expectativa, cansaço, carinho, dúvidas e medos. Se você passou por tudo isso antes, durante e após a gravidez, saiba que não é a única. Muitas mães não sabem como lidar com as emoções causadas pela chegada de um bebê. Esse é o contexto mostrado no filme alemão dirigido por Emily Atef, O Estranho em Mim (2008), vencedor da Competição de Novos Diretores da 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
A produção, que estréia dia 06 de agosto, conta a história de Rebecca (Susanne Wolff) e Julian (Johann von Buelow), um casal apaixonado que está esperando o primeiro filho. As cenas iniciais mostram uma mãe feliz no final da gestação e se alternam com cenas em que ela está perturbada e insegura após o parto. No filme, a depressão se inicia no momento em que Rebecca olha o filho, Lukas, pela primeira vez e não consegue reconhece-lo como parte de si. Ele é um estranho, como o próprio título diz. Ao contrário do que acontece na vida real, já que esses sentimentos de tristeza profunda e confusão geralmente se iniciam no último trimestre da gravidez.
A relação da mãe com o filho é tensa e a depressão de Rebecca se agrava quando, ainda na maternidade, ela não consegue amamenta-lo, pois o bebê se “recusa” a mamar. É possível sentir a angústia da personagem, principalmente nos momentos em que ela afasta o marido de si, transportando a tensão para o relacionamento do casal. Mal conseguindo disfarçar o incômodo que o filho lhe causa, ela não consegue olhar, segurá-lo no colo ou falar sobre ele. Uma das cenas mais marcantes é a de Rebecca tentando voltar ao trabalho. O olhar de Lukas a incomoda tanto que ela o vira para encarar a parede, mas a sua presença ainda é perturbadora, então ela o coloca em outro lugar da casa.
Desde esquecer o carrinho do filho na calçada até dar banho nele, colocando seu rosto por mais tempo debaixo da água, todas as cenas são intensas. A culpa e a melancolia fazem a personagem agir como se estivesse perdida em seus sentimentos. É só quando Rebecca é encontrada machucada no meio de uma floresta e internada em uma clínica que seu marido e sua mãe percebem o que está acontecendo. O apoio da mãe, assim como terapia e tratamento para reaproximar Rebecca do bebê são a chave para que ela comece a perceber que sente falta do toque e do carinho do filho.
A diretora e roteirista do filme, Emily Atef, conseguiu mostrar a dificuldade da mãe em se sentir segura e ter novamente a confiança dos amigos e familiares para se aproximar do próprio filho durante a recuperação. O que antes era um sofrimento por não conseguir amar o filho, se transformou em preocupação de recuperar a família. É emocionante ver o despertar de Rebecca para a beleza de ser mãe. Quase dá para esquecer que é apenas um personagem.

"O ESTRANHO EM MIM" - filme sobre a DPP

O filme “O Estranho em Mim”, sobre depressão pós-parto, teve a pré-estreia na Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, na segunda-feira (2) e foi seguida de uma palestra com especialistas sobre o problema, que afeta tantas mulheres após o nascimento do filho. A iniciativa é do CineMaterna, associação que promove sessões de cinema para mães.
O filme conta história de um jovem casal que, com o nascimento do primeiro filho, se depara com a impotência e desespero diante do estranhamento da esposa com o bebê. A diretora, Emily Atef, ganhou o prêmio de melhor filme na Competição de Novos Diretores da 32ª Mostra Internacional em São Paulo/2008, e comenta que buscou relatar o retrato pessoal de uma mulher que cai em uma crise profunda, afetando a vida de todos que a cercam. O filme alemão ganhou também o prêmio de melhor atriz para Susanne Wolff, protagonista do filme.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Querido pai! Querido avô! Querido bisavô!


No dia de ontem, não tivemos grandes comemorações...
Meu avô, pai de meu pai, meu amado e querido Vô Baida, está hospitalizado e infelizmente ele já se encontra em coma profundo.
Tentei acreditar que esse dia nunca iria chegar...mesmo tendo a certeza que lembranças maravilhosas sempre estarão dentro de meu coração!!!! E eu Graças a Deus curti muito o meu avô...e a Giovanna, minha princesa tb teve o presente de Deus de ter tido, mesmo que por um tempo curto...um bisavô maravilhoso!! A Gi com todo o carinho beijou, fez carinho e o chamou por diversas vezes de bisavô!!!! Me recordo emocionada do primeiro contato da Gi com o bisa...ela o beijou e ele disse..."Ela me comprimentou"...e ao fundo estava meu pai...olhando todo orgulhoso para a neta, para o pai e para a filha!!! E ai como uma benção estão as 4 gerações!!!

E hoje só tenho que agradecer por vc ter feito parte de minha vida, por ter me dado um pai tão maravilhoso!!! Obrigada! Obrigada!

Eu te amo, eu te respeito e sempre vou ter vc em meu coração!

domingo, 1 de agosto de 2010

Você é Insubstituível - Augusto Cury

"A vida que pulsa em vc é mais importante que todo o dinheiro do mundo e mais bela do que todas as estrelas do céu."

"Todo ser humano passa por turbulências em sua vida.
A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma.
Uns lutam para sobreviver.
Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão
da tranquilidade e da felicidade.
                                       Que pão falta na sua mesa?

"Amar a vida e ter coragem para vivê-la, mesmo que em alguns períodos você esteja cansado e transtornado. Nunca se esqueça de que o maior carrasco do homem é o próprio homem. Ninguém pode ferir mais vc do que vc mesmo. A vida é bela e delicada. Cuide carinhosamente dela."


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Correio Braziliense (jornal de Brasília)

No dia de ontem recebi um comentário no blog da jornalista, Carolina Samorano, do jornal Correio Braziliense:
"Oi Julien! Tudo bem?
Primeiramente, super parabéns pelo blog. Esse tipo de iniciativa é super importante para que outras mulheres que passam pelo mesmo problema não se sintam sozinhas e tenham coragem de buscar ajuda, além de que deve ser uma ótima terapia, conhecer a história de outras pessoas e compartilhar a sua... parabéns mesmo!
Bom Julien, meu nome é Carolina Samorano, eu sou jornalista do Correio Braziliense, um jornal de Brasília. Estou fazendo uma matéria sobre a DPP. Cheguei até a conversar com o Dr. Joel Rennó Júnior sobre isso.
Estou procurando mulheres que tiveram DPP e já estão curadas para dar um depoimento, até para que outras mulheres que às vezes nem sabem que o problema é assim tão grave tenham consciência de que é preciso buscar apoio e de que o isso não acontece só com ela!
Como eu estou em Brasília, a conversa seria por telefone mesmo e prometo que não vai demorar nada, uns 20 minutinhos! Queria muito saber mais da sua historia e falar do seu blog!

E hoje tive a felicidade de conversar com ela por telefone, bom os 20 minutos viraram 40...rs...
Falar da minha experiência com a Depressão pós-parto é para mim hoje algo que falo e sinto uma imensa vontade de poder contribuir para qualquer meio de comunicação e para qualquer pessoa que queira conversar sobre tudo que passei e aqui no blog sinto essa liberdade de escrever e de receber comentários e emails.
Tenho uma amiga que diz: "O QUE SERIA DE NÓS SERES HUMANOS SENÃO COMPARTILHARMOS."

Quero aqui agradecer a Carolina, jornalista pela maravilhosa conversa que tivémos e mais do que isso quero agradecer muito, de coração à ela e ao jornal por estarem ajudando tantas pessoas com informações tão úteis, de total utilidade pública! Obrigada!
Ahhh sem contar que a Carol é um amor de pessoa!

E assim que o artigo estiver pronto vou colocar aqui para vcs!!!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

EXERCÍCIOS FÍSICOS

Se tiver exausta e deprimida, fazer exercícios pode ser a última coisa que você queira ou precise. Mas existem vários bons motivos para motivá-la a se mexer, mesmo que vc tenha que se obrigar nas primeiras vezes. Me recordo que no começo até que me animei bem, descia na academia do prédio pelo menos 3 vezes por semana para fazer esteira, mas depois de 3 semanas...ai eu já tinha perdido essa empolgação, mas a diferença que senti nos dias que me exercitei foram bem significativas. Os resultados são sempre positivos. Mas, infelizmente fiquei algumas semanas, na verdade meses sem nem pensar na esteira, mas agora sinto que é tempo de voltar!!!! E vou voltar!!!

INCLUA EXERCÍCIOS EM SUA VIDA PARA:
-aumentar os níveis de energia em seu corpo e melhorar seu vigor.
-conseguir dormir melhor se um dos sintomas da sua depressão pós-parto for insônia.
-ajudar seu corpo a voltar melhor depois do parto.
-e o mais inportante - FAZER COM QUE VC SE SINTA MELHOR CONSIGO MESMA E AJUDÁ-LA A SAIR DA DEPRESSÃO, pois o exercício ajuda a regular o funcionanmento de todos os neurotransmissores inportantes do cérebro relacionados ao humor. Estudos sobre a depressão descobriram que apenas meia hora de atividades aeróbica melhora o humor e os níveis de ansiedade por várias horas, e sem dúvida tb apresentam um importante efeito na depressão.

Mas, lembre-se de não iniciar um programa de exercícios logo após seu parto, pois seu corpo pode não estar pronto.


Desejo a todos muito BOM HUMOR!!! 
bjos...fiquem com Deus...Jú.

sábado, 24 de julho de 2010

TIPOS DE DEPRESSÃO

Acredito eu que para classificar com exatidão as depressões, teria que classificar o número de tipos de depressão tantas fossem as pessoas deprimidas, pois entendo que cada pessoa deprimidaterá também uma história única e diferente de todas para sua crise depressiva.

Segundo as pesquisas realizadas, a depressão pode ser classificada de uma forma ampla, havendo pequenas diferenças quanto à nomenclatura. Dependendo da causa, também, pode-se classificar como depressão puerpério (pós-parto), depressão senil (no idoso) ou depressão infantil (nas crianças).

Numa classificação geral, porém, que abrange quase todos os tipos de e causas, fala-se da depressão reativa e da depressão endógena, é às vezes, chamado também de depressão neurótica. Manifesta-se por uma reação depressiva a acontecimentos circunstanciais e dolorosos, que apresentam duração e intensidade desprporcionais aos acontecimentos. É uma crise depressiva como reação a uma perda real ou imaginária ou a qualquer outro trauma da vida.

A chamada depressão endógena, ou distimia, está relacionada a fatores internos. É caracterizada por sintomas mais intensos, porém discretos, mas que permanecem por muito tempo. Ela parece surgir espontaneamente do íntimo, em que, mesmo sendo submetido a averiguação do profissional, fica difícil encontrar a causa externa para ela. São aquelas situações em que tudo está bem. A pessoa pode ter realização profissional, estar em uma família estruturada, ter boa saúde, apresentar uma vida de fé adequada, mas é acometida por uma angústia e uma aflição aparente. As depressões assim classificadas costumam aflorar na pessoa muito sentimento de culpa e de auto-rejeição, mesmo porque o que ela mais ouve é que não há razões para se deprimir.
Dentre as pessoas acometidas por eese tipo de depressão, estão aquelas que sofrem privações afetivas, físicas e emocionais nos primeiros anos de vida.

Partes importantes dessa postagem foram tiras do livro:
Depressão: tem luz no fim do túnel. - Esther Carrenho.

sábado, 10 de julho de 2010

"NADA DE SE CULPAR, PROCURE UM MÉDICO!"

"Só passei a amar meu filho de verdade quando ele completou 7 meses. Antes, minha realação com ele era distante, automática. Quando senti as dores do pós-parto, pensei: 'Será que vale tudo isso por causa de um filho?'. Meu tormento começou. Dias de choro, crises de pânico, medo de ficar sozinha, de perder meu marido. Como na minha família tem casos graves de depressão, na primeira semana de vida de João Victor eu já comecei a tomar o remédio receitado pela obstetra e marquei consultas com um psiquiatra e uma psicóloga. Lá se vão 8 meses de tratamento e eu me considero curada da depressão pós-parto, mas não de traumas que me fizeram tê-la. Por isso, continuo com a medicação e a análise, que foram fundamentais para me botar nos eixos.
Filho muda mesmo a vida da gente e essa coisa de instinto materno é balela (logo que ele vc não sabe de nada). É bacana ler muito sobre os primeiros meses...E tenha consciência: até a sua vida voltar a uma rotina decente e gostosa , lá se vão alguns meses e muitas noites maldormidas.
Não queira ser a Mulher Maravilha: aceite ajuda da mãe, da babá, da empregada, da vizinha, da amiga...
Falta de sono deixa qualquer um louco!
Ah, e pode acontecer de vc não se apaixonar automaticamente pelo seu filho logo que ele nascer , viu!? Rola ternura, mas amor daquele que dói no coração pode aparecer com o tempo. E será um momento mais do que especial, pode ter certeza!
O mais importante: se vc se identificou com a matéria, pare de se culpar e procure um médico.
DEPRESSÃO PÓS-PARTO NÃO PASSA COM PENSAMENTO POSITIVO, É UM PROBLEMA FISIOLÓGICO. NÃO TENHA MEDO NEM PRECONCEITOS DE TOMAR REMÉDIOS E RESOLVA SUAS NEURAS NA TERAPIA. SEU FILHO E SUA FAMÍLIA AGRADECEM!"

Depoimento esse de Fabiana Faria que é reporter do site da revista GLOSS.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SOLIDÃO

Algumas pessoas reclamam de solidão. Não tem amigos, não tem companhia, nunca tem um programa no final de semana. Muitas vezes se sentem rejeitadas. Mas será que essa solidão é apenas uma opção para essas pessoas!??
Será que o medo de tudo e de todos é tão grande que acabam por se afastar das pessoas - ter medo se ser abandonadas, de ser trocadas por outras, de ser confrontadas, de amar sem ser amadas, de ouvirem um "não". Então, em vez de compartilhar a fragilidade e pedir ajuda as pessoas próximas, fecham-se.
Também digo que a depressão faz com que nos sentimos na solidão, as vezes por mais que tenhamos amigos, compromissos, trabalho, um companheiro; sentimos como senão tivéssemos nada, pois essa solidão está dentro de nós, colada em nosso coração, ai e essa solidão digo é a pior que podemos sentir, uma angústia sem fim.

"Monica é um tipo clássico de pessoas que escondem sua insegurança atrás da solidão. Não tem amigos. Vive só em seu apartamento, como se esse fosse o único lugar do mundo em que poderia sentir-se segura. Para aumentar a sensação de segurança não atende ao telefone e não telefona para as pessoas, prefere mandar emails ou torpedos pelo celular e quando liga usa bloqueador de identificação. Não vai a festas porque acha todos artificiais. Prefere trabalhar de casa em seus projetos, que na verdade nem sabe se existem. Mas, mesmo que Monica não admita, essa solidão não é desejada por ela mas sim imposta a ela por si mesma, por medo de se expor e sofrer. Por traz de toda sua solidão, existe um medo tão grande que ninguém consegue explicar. Sua desconfiança das pessoas causa tanto medo que o isolamento parece ser a melhor opção."

Quantas pessoas conhecemos que constroem uma muralha ao redor de si mesmas, para assim não correr o risco de se expor? Nunca saem para passear, ficam o tempo todo na internet.
A solidão acaba sendo o medo de amar.
Nada como se abrir mais para o amor!


Partes importantes dessa postagem foram retiradas do livro: A Coragem de Confiar - Roberto Shinyashiki.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DEPRESSÃO NA BLOGOSFERA - Dra. Cláudia Morais

"Aquilo que cada um de nós escreve, nomeadamente aquilo que registamos em forma de desabafos diários, dirá com certeza muito acerca do nosso estado emocional. Qualquer psicólogo treinado é capaz de analisar os registos escritos dos seus pacientes e, a partir daí, estruturar uma entrevista terapêutica que lhe permita realizar uma avaliação rigorosa da sua situação clínica. Mais: a terapia narrativa, de que já aqui falei, é particularmente eficaz na estruturação das nossas emoções.
 Quando alguém escreve diariamente (ou pontualmente) no seu blogue, utiliza um filtro – cada um expõe aquilo que entende, revelando apenas uma pequena parte de si ou expondo a maior fatia da sua vida. Nalguns casos, esta escolha é consciente e rigorosa, noutros nem tanto. Mas, independentemente daquilo que cada pessoa escolhe partilhar, a verdade é que, de um modo geral, acaba por revelar mais de si do que inicialmente supusera. E não será preciso ser-se psicólogo para “ler nas entrelinhas” e reconhecer emoções por detrás de algumas frases.
Mas quão confortáveis nos sentiríamos se alguém se assumisse capaz de avaliar o nosso estado emocional a partir de um programa informático que analisa o conteúdo dos blogues? Será fiável uma ferramenta como esta? O software existe, foi desenvolvido numa universidade em Israel e “promete” ser capaz de indicar o estado emocional de determinado blogger a partir da identificação da linguagem usada nos respectivos posts.
A ferramenta já foi testada em mais de 300 mil blogues de língua inglesa, contando com a validação de um painel de 4 psicólogos clínicos, que analisaram a amostra. Foi elaborada uma lista dos 100 bloggers mais deprimidos e outra com os 100 bloggers menos deprimidos e haveria uma correlação de 78% entre estes resultados e a análise realizada pelos psicólogos.
O programa foi construído com o objectivo de identificar conteúdo depressivo oculto na linguagem usada nos blogues. Não se trata de reconhecer expressões como “depressão” ou “suicídio”. Trata-se, isso sim, de identificar palavras que expressam um conjunto vasto de emoções e que os bloggers usam para metaforicamente descrever determinados episódios.
A apresentação dos resultados desta pesquisa será formalmente apresentada este Verão e não creio que possamos, para já, olhar para esta ferramenta como um recurso absolutamente fidedigno. Mas, e reconhecendo que existem milhares de pessoas em Portugal (e milhões em todo o mundo) com transtornos depressivos subdiagnosticados e subtratados, não deveremos menosprezá-la. O software permitir-nos-ia identificar mais rigorosamente as pessoas que podem estar a precisar de uma intervenção especializada, mas será sempre impossível substituir a avaliação de um médico ou de um psicólogo pela análise de um programa informático."

DO BLOG:
http://www.apsicologa.blogspot.com/
Dra.Cláudia Morais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

ENTENDENDO A DEPRESSÃO PÓS-PARTO - Mentes Femininas

O período pós-parto é claramente definido como um momento de maior vulnerabilidade de nós mulheres à doença mental, no pós-parto as mulheres exprimentam um aumento dramático do risco de doença psiquiátrica severa nos 3 meses após o parto.
Esse período pós-parto é chamado de puerpério e caracteriza-se por apresentar uma fase de transformasção na vida social, psicológico e físico de nós mulheres-mães. Digo, transformação, pois nosso interior e nossas vidas, sem dúvida alguma se tranformam com a vinda de nosso bebê.
Médicos afirmam que nessa fase, assim como no período pré-mestrual e da perimenopousa, a mulher encontra-se mais vunerável ao aparecimento de transtornos mentais.
Com o parto o nosso organismo fica mais sensível para diversas mudanças subjetivas e interpessoais. Os primeiros dias após o parto são retratados por uma série de sentimentos e expectativas diversos vivenciados por nós mulheres-mães e assim, a turbulência deles promovem uma instabilidade no emocional, que fica se alterando entre altos e baixos, entre euforia e depressão. Assim, ficamos apresentando uma série de reações diversificadas, tento atitudes que "normalmente" não teríamos.
Inúmeros fatores podem ser considerados determinantes para pós-parto saudável. Dentre eles pode-se destacar uma relação familiar harmoniosa e solidária. O papel do homem nessa fase é muito importante, sendo que tb está vivenciando sensações psicológicas semelhantes às da mulher. Hoje já sabemos que os homens-pais podem ter quadros de depressão pós-parto, pois tb temos que lembrar que a transformação na vida do casal é bem significativa.
Durante o período pós-parto, até 85% das nós mulheres apresentemos algum tipo de distúrbio de humor, mesmo que de leve intensidade e temporário. Nesse comecinho, logo após o parto a maioria das mulheres passam pelo baby blues, que são sintomas depressivos leves e transitórios.

FATORES DE RISCO
- A depressão não tratada na gestação.
- Antecedentes familiares ou pessoais de depressão.
- TPM severa.
- Histórico de infertilidade.
- Abortamento.
- Falta de suporte social e familiar.
- Conflitos conjugais.
- Gravidez não planejada.
- Estresse elevado, por razões diversas.
- Uso de álcool e drogas na gestação.

"ATUALMENTE, HÁ ESTUDOS BIOLÓGICOS QUE, EMBORA NÃO IDENTIFIQUEM NÍVEIS HORMONAIS FEMININOS ESPECÍFICOS CAUSADORES DE DPP, ESTABELECEM UM FATOR DE VULNERABILIDADE DEPRESSIVA, DE ORIGEM PROVAVELMENTE GENÉTICA.
NESSAS PACIENTES, COM OU SEM ESTRESSORES PSICOSSOCIAIS, A BIOLOGIA PODE FALAR MAIS ALTO, OU SEJA, MESMO MULHERES CONSIDERADAS PSICOLOGICAMENTE SAUDÁVEIS E COM BOA ESTRUTURA SOCIAL, COM NÍVEL ECONÔMICO E CULTURAL ADEQUADO, SEM CONFLITOS FAMILIARES E CONJUGAIS E QUE PLANEJARAM A GRAVIDEZ, PODEM TER DPP.
JÁ ATENDI VÁRIAS MULHERES COM ESTE PERFIL QUE SENTAIM MUITA CULPA, FICAVAM ASSUSTADAS COM A POSSIBILIDADE DE ESTAREM REJEITANDO O BEBÊ TÃO AMADO E ESPERADO. SENTIAM-SE INCOMPREENDIDAS E DESACREDITADAS EM SUAS QUEIXAS, SOFRENDO ATÉ AGRESSÕES VERBAIS E CRÍTICAS SEVERAS." Dr. Joel Rennó Jr.

Nesse depoimento do Dr. Joel, encontro com o meu caso, mas sem esquecer que tenho sim histórico de depressão na família, que na verdade só vim a entender após a minha própria depressão.
E digo que essa culpa que sentimos, só faz com que os sintomas da depressão piorem; sei que na dor é praticamente imposssível ver o "lado bom" de tanta dor, mas saibam que nada, nada acontece por acaso! Hoje tenho certeza disso, pois, eu devido a minha depressão (como muitos sabem) fiquei afastada por 1 ano e 4 meses de meu trabalho, devido a minha DPP. E com tudo isso, fiquei cuidando de mim mesma e com a minha melhora pude realmente curtir a Giovanna 24 horas por dia. Caso não fosse a dpp teria voltado a trabalhar a mil por hora e deixaria de viver momentos únicos da vida dela, que com certeza não voltam!

Nessa postagem, tirei informações bem legais do livro - Mentes Femininas do Dr. Joel Rennó Jr - livro esse que explica muitas coisas sobre a loucura hormonal com que a nossa mente vive...indico a leitura!!

Fiquem com Deus!
bjos
Jú.

Mulheres-Mães, nunca sintam-se envorganhadas em expor seus sentimentos, ainda mais esses de tristeza e angústia, sei que não é fácil mas saibam que compartilhar desabafar nos faz sentir bem melhor!! A conversa com profissionais e pessoas queridas ajuda muito e nunca é tarde para procurar ajuda e recomeçar!

terça-feira, 8 de junho de 2010

PREOCUPAÇÃO COM O PESO.

Muitas novas mamães se preocupam com seu peso; normalmente engordamos um pouco com a gravidez e infelizmente os quilos a mais continuam depois do nascimento do bebê. Isso pode deixar as mamães desencorajada e fazer com que se sintam pior ainda se estiver tristes, angustiadas, desoladas ou seja infelizmente se sentindo um tanto deprimidas!
Entretando, não é um bom momento para pensar em perder peso, pois as prioridades são o bem-estar e a do bebê. Pensar em dieta e em perda de peso, apenas deixará as novas mamães chateadas e não atenderá nem suas próprias necessidades nem a do bebê!
E digo por experiência própria, logo que o nosso bebê nasce nos encontramos em uma situação um tanto estressante e cansativa em que precisamos de muita energia e alimento é energia. Eu não me alimentava nada bem, proticamente so tomava sucos, cheguei a pesar 55 quilos, sendo que tenho 1,71 de altura e estava amamentando, ou seja a minha energia estava a zero por hora. E se a mamãe estiver deprimida, fazer dieta pode piorar todo o quadro.

Tem alguns alimentos, como já postei aqui são ótimos "antidepressivos":

-Vitamina B6 - cereais matinais, produtos integrais, nozes, peixe, carne branca e vermelha, batata, abacate.
- Ácido fólico - fígado, hortaliças.
- Zinco - Carne, massas, pão, grãos.
- Ferro - ovos, espinafre
- Selênio - lentilha, frutos do mar
- Cálcio - laticínios, pão branco, peixe.
- Magnésio - hortaliças, nozes, produtos integrais.
-  Ácido graxos essenciais - peixes oleosos, nozes.

O melhor a fazer nesse período é seguir uma dieta saudável.
Sei que não é fácil, pois quando estamos mal, não temos vontade de fazer nada, mas para a melhora começar a vir, temos que começar a fazer o bem para nós mesmas!!! E nada como começar o dia com um belo prato de cereais, sinceramente com o passar do tempo percebi que falhei muito em minha alimentação e uma série de coisas foi me fazendo piorar!

fiquem com Deus
Jú.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Programa Happy Hour - GNT - DEPRESSÃO

Olá!!!
Hoje na GNT, no Programa Happy Hour vai estar a irmã de minha cunhada, como convidada,
falando sobre Depressão!
Ela que tb tem um curta sobre o assunto e é blogueira!
É isso ai Aninha!!
Ahh...o programa vai ao ar hoje as 19hrs!!

Bjos

terça-feira, 25 de maio de 2010

Segundo a OMS, 17 milhões de brasileiros sofrem de depressão

Queridas amigas, seguidoras, mamães, mulheres, familiares...
Sem dúvida vale muito a pena ler esse post, nele podemos encontrar informações importantes sobre qualquer tipo de depressão.
E assim nos ajudar e ajudar ao próximo cada vez mais.

Tenho uma notícia muito boa para compartilhar com vcs; hoje estive em minha psiquiatra a maravilhosa Dra. Monica, que vem me tratando desde que tudo "isso" começou; e felizmente na consulta de hoje ela retirou de meu dia-a-dia um dos 2 antidepressivos que tomo. Uma vitória, uma benção!!!
Só tenho que agradecer, em primeiro lugar a Deus que nunca me abandonou.
Bjos...
fiquem com Deus...
desejo à todos muito amor...
pois sem dúvida, o amor, me salvou!!!


"Você sabia que a depressão, doença que causa sintomas físicos e emocionais, e é caracterizada principalmente pela falta de interesse em atividades cotidianas, é a causa de inúmeros afastamentos no trabalho?
Uma pesquisa encomendada pela Federação Mundial para Saúde Mental avaliou 377 adultos diagnosticados com depressão e 756 médicos (clínicos gerais e psiquiatras) do Brasil, Canadá, México, Alemanha e França. O estudo revelou que 64% das pessoas deprimidas relataram ausência no trabalho (uma média de 19 dias perdidos por ano) e 80% disseram ter a produtividade reduzida em cerca de 26%.
Segundo o psiquiatra professor da Unifesp, Dr. Acioly Lacerda, em longo prazo, sem dúvidas, quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, elevando o absenteísmo nas empresas, ou até mesmo em demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário. "Por isso é muito importante reconhecer os sintomas, buscar ajuda médica e seguir corretamente o tratamento indicado pelo especialista. A falta de tratamento compromete a vida social e profissional do paciente", completa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão - 17 milhões delas somente no Brasil e, segundo dados da OMS, 75% dessas pessoas nunca receberam um tratamento adequado.

Ambiente do trabalho pode contribuir
Competitividade, situações de estresse, jornadas de trabalho muito longas e a busca inconstante por melhores resultados e desempenho. Todas essas situações configuram um cenário oportuno para o desencadeamento de um quadro depressivo, pois o indivíduo fica exposto a situações estressantes, se cobra mais por metas não atingidas, além da perda na qualidade de vida.
As atribuições do cargo também devem ser consideradas um fator de risco para doença, principalmente para as pessoas com predisposição genética. "Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, porque se sente desconfortável e ansioso, mas precisa fazer apresentações a grupos ou dar palestras pode ser forte candidato a torna-se depressivo. Isso porque o indivíduo fica exposto a situações repetitivas de estresse psicológico", afirma.

Principais sintomas da depressão
- emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida;
- físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.
"Para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas acima, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas", comenta.

Tratamento
O objetivo central do tratamento da depressão é a remissão (melhora completa da sintomatologia depressiva). Como grande parte das doenças, há sempre um risco de, mesmo tratado corretamente, o paciente apresentar recaída no futuro (cerca de 80% das pessoas que apresentaram um episódio depressivo devem apresentar um ou mais episódios adicionais). A depressão, portanto é, na maioria das vezes, uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. Quando tratada adequadamente, o paciente leva uma vida absolutamente normal
"A pratica clínica mostra que a depressão, muitas vezes (cerca 2/3 pacientes), se manifesta emocionalmente e fisicamente no paciente, causando diversas dores e incômodos", explica o psiquiatra. Hoje, já existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo essas duas classes de sintomas, com perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.

Causa da doença ainda é desconhecida
A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é consequência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Esses neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.
Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas.
É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco."

Fonte: SisSaude
Este artigo pertence ao blog "A Moça do Sonho".
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
http://www.mocadosonho.com/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MOMENTO DE FÉ - PARA UMA VIDA MELHOR

"A PAZ DO MUNDO CONSISTE EXATAMENTE NO RESPEITO AO PRÓXIMO E NA CONDIÇÃO DE ACEITAR E SABER TRANSFORMAR CADA OBSTÁCULO QUE A VIDA NOS IMPÕE. NA MAIORIA DAS VEZES, O TORMENTO É FRUTO DE NOSSA IMPACIÊNCIA E DE NOSSAS FRAQUEZAS. LIBERTE-SE DOS SEUS VÍCIOS, DISPENSE A FUTILIDADE, ELIMINE O ÓDIO, SUPERE A DOR E PLANTE A CARIDADE. A PAZ É RESULTADO DE SUAS ESCOLHAS, A HARMONIA É CONSEQUÊNCIA DE SEUS ATOS E O MILAGRE É A CONFIANÇA DE SUA FÉ."  Padre Marcelo Rossi.

"NÃO IMPORTA ONDE VOCÊ PAROU...EM QUE MOMENTO DA VIDA VOCÊ CANSOU...O QUE IMPORTA É QUE SEMPRE É POSSÍVEL E NECESSÁRIO RECOMEÇAR.
RECOMEÇAR E DAR UMA CHANCE PARA SI MESMO, É RENOVAR AS ESPERANÇAS NA VIDA E O MAIS IMPORTANTE É ACREDITAR EM VC DE NOVO.
SOFREU MUITO NESSE PERÍODO? FOI APRENDIZADO...
CHOROU MUITO? FOI LIMPEZA DA ALMA...
FICOU COM RAIVA DAS PESSOAS? FOI PARA PERDOÁ-LAS UM DIA...

SONHE ALTO...QUEIRA O MELHOR DO MELHOR...
SE PENSAMOS PEQUENO...COISAS PEQUENAS TEREMOS...
MAS SE DESEJARMOS FORTEMENTE O MELHOR E PRINCIPALMENTE LUTARMOS PELO MELHOR...O MELHOR VAI SE INSTALAR EM NOSSA VIDA.
PORQUE SOU DO TAMANHO DAQUILO QUE VEJO,
E NÃO DO TAMANHO DA MINHA ALTURA."  Carlos Drummond.

Gosto muito de ler essas duas mensagens, textos; sinto que essas doces palavras aquecem meu coração!
Espero que gostem!!!
Fiquem com Deus!
Bjos,

domingo, 16 de maio de 2010

NUTRACÊUTICOS PODEM PREVENIR A DEPRESSÃO PÓS-PARTO?

Sim. Estudos comprovaram que depressão e ansiedade durante a gestação estão associadas com depressão pós-parto, e que alguns nutrientes poderiam minimizar estes sintomas. Esses nutrientes seriam os nutracêuticos.
O termo nutracêutico designa todo alimento ou nutriente isolado que possa prevenir ou tratar doenças, como fibras alimentares, ácidos graxos poliinsaturados, minerais, vitaminas antioxidantes, entre outros.
Pesquisadores observaram que as mulheres que receberam suplementação de cálcio a partir do 5º mês de gestação, com o objetivo primário de prevenir a pré-eclâmpsia, apresentaram sintomas de depressão pós-parto significativamente menores do que mulheres sem esta suplementação. Este mecanismo ainda é desconhecido, mas existe a hipótese de que a suplementação de cálcio possa auxiliar direta ou indiretamente a estabilização da regulação do cálcio intracelular em indivíduos com baixa ingestão deste mineral por meio da dieta, auxiliando no alívio dos sintomas da depressão. Entretanto, este mecanismo deve ser melhor estudado no contexto da depressão pós-parto.
O óleo de peixe, rico em ácidos graxos ômega-3, tem sido usado como medicação psicotrópica no tratamento de depressão. Pesquisas revelam que mulheres com baixos níveis plasmáticos de DHA (ácido docosahexaenóico) ao final da gestação e no pós-parto são mais suscetíveis a apresentar sintomas de depressão neste período. A suplementação com DHA ou EPA (ácido eicosapentaenóico, ambos da família do ômega-3), ou a combinação dos dois ácidos, pode reduzir os sintomas da depressão pós-parto.
Estudo prospectivo, aleatório, controlado e duplo-cego demonstrou que a depressão pós-parto e o estresse em mulheres podem estar relacionados com a existência de anemia ferropriva durante a gestação, e que estes sintomas respondem positivamente à suplementação com ferro.
Aproximadamente 10% a 20% das mulheres sofrem depressão pós-parto, um importante problema de saúde pública. A manifestação dos sintomas, que incluem desânimo, sentimento de culpa, alterações do sono, pensamentos suicidas, temor de machucar o filho e diminuição do apetite e da libido, acontece normalmente a partir da 4ª semana após o parto, podendo persistir até o 6º mês.        
                                                                                                          Iara Waitzberg Lewinski

Queridas mamães, mulheres, amigas, familiares...
Recebi esse texto de minha amiga nutricionista, Dani Cyrulin.
Amiga, obrigada por deixar nosso blog cada vez mais "saudável"...rs!!!!

Fiquem com Deus.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

POR QUE CHORO MAIS QUE O BEBÊ?

Quando entrei descalça em nosso apartamento, carregando minha recém-nascida, senti-me desorientada. Ao sair desse espaço cinco dias antes, eu era uma pessoa completamente diferente. Agora, atravessando as mesmas portas, havia me tornado mãe, e o mundo, em relação a como me relacionava com ele, havia mudado na sua totalidade. Enquanto segurava minha filha de cinco dias nos braços, olhava o apartamento e pensava: "Onde estou?"

Seus berros ecoavam pelo apartamento inteiro. Apesar de espaçoso, o lugar cameçou a parecer muito pequeno. Fiquei na cama, olhando a parede vazia à minha frente.
No começo, achei que o que sentia era apenas exaustão, mas, com ela veio um sentimento de pânico esmagador que eu jamais sentira.

Comecei a me sentir enjoada; era como se algo apertasse meu peito. Em vez da ansiedade nervosa que com frequência acompanha o pânico, fui tomada por um sentimento de desolação. Mal conseguia me mexer. Sentada na cama, deixei escapar um lamento profundo, lento. Não me sentia só emotiva ou chorosa, como me disseram que talvez me sentisse. Era algo bastante diferente. No passado, quando ficava deprimida ou me sentia triste ou para baixo, sabia que podia rebater o sentimento com exercícios, uma boa noite de sono ou um jantar legal com um amigo.
Essa tristeza era de tal magnitude que chegava a ser chocante. Parecia que nunca iria embora.

Além do fato de estar fisicamente incapacitada para desempenhar muitas das obrigações básicas de mãe, também não sentia que queria ficar muito perto de meu bebê. Simplesmente não sentia vontade de segurá-la. Toda vez que cheguei perto de um bebê, qualquer bebê, sempre quis pegar a criança. Chocava-me não quere segurar minha própria filha.

O que eu havia feito? Por que não queria ficar perto do meu bebê?
O que deveria fazer? Será que nunca pararia de me sentir assim? A tristeza tomou conta de mim.

                                                           Depois do Parto, a Dor - Brooke Shields

Queridas mamães!
Mil desculpas pela demora em atualizar o blog!
Essa postagem foi especialmente tirada do livro que tanto gosto e que vira e mexe releio. A autora tem o dom de relatar sentimentos tão profundos de uma forma bem natural, mas que com certeza acaba emocionando!
Em especial nessa parte, acabo me identificando bastante!
Espero que gostem!

Agradeço pelos emails recebido!

Bjos, fiquem com Deus!

"A DOR QUE DÓI NO OUTRO É UMA JANELA DE ONDE EU ME ENXERGO. É COMO SE POR UM INSTANTE FOSSE QUEBRADA A NOSSA CAPACIDADE DE DIFERENCIAÇÃO."
                                                                                                      FÁBIO DE MELO.
 

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